 |
| |



|
BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Livros, Gastronomia, Arte e cultura
|
|
|
 |

|
|
Livros
 |
| |
Sugestão de leitura: 1808
|
|
Avaliação: êêê |
|

Compre o livro aqui |
No dia 22 de janeiro de 1808, a esquadra que trazia ao Brasil o príncipe regente de Portugal, Dom João, aportou em Salvador, juntamente com uma corte composta por entre 10.000 e 15.000 pessoas, que aqui permaneu por treze anos. Durante esse período, o Brasil mudou muito: O Rio de Janeiro foi elevado à condição de capital do Reino Unido, inaugurou-se no Brasil a imprensa e faculdades foram criadas. O livro retrata todo esse período, mostrando como a confusão entre a coisa pública e a coisa privada ocorre no país desde sua fundação. Escrito em linguagem jornalística, de leitura muito agradável (pode ser lido em não mais que 3 dias, apesar de suas 414 páginas), o livro peca por um capítulo final que não tem nada a ver com história e por retratar um Dom João ainda caricato, semelhante ao personagem do filme Carlota Joaquina, a princesa do Brasil (inclusive revelando uma suposta incursão homoafetiva do príncipe, no capítulo 13). É uma pena que o autor, o jornalista Laurentino Gomes, tenha prometido mostrar um Dom João diferente, e não o tenha conseguido. |
Escrito por Marcelo Galuppo às 11h24
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Sugestão de leitura: A cabeça do brasileiro
|
|
Avaliação: êê |
|

Compre o livro aqui |
O sociólogo Alberto Carlos Almeida (que escreve às sextas-feiras no caderno Eu e final de semana, do jornal Valor Econômico) coordenou uma das maiores pesquisas sociológicas já realizadas no Brasil, a Pesquisa Social Brasileira. Um dos resultados do livro é confirmar empiricamente uma hipótese teórica de Roberto DaMatta, segundo a qual dois países convivem no Brasil, um arcaico e hierárquico, país do "Você sabe com quem está falando?", e um modeno e igualitário, país do "quem você pensa que é?". O Brasil arcaico é nordestino, feminino, mais idoso, economicamente inativo e menos escolarizado. O Brasil moderno é sulista, masculino, mais jovem, economicamente ativo e mais escolarizado. De todas as características, a que mais interfere na percepção das idéias e valores é a escolaridade: quanto mais escolarizado, mais liberal, moderno e igualitário alguém tende a ser. Basicamente, o livro investiga o modo como o brasileiro pensa com relação à corrupção e ao jeitinho, à hierarquia, à sua relação com a coisa pública, ao fatalismo, à família, à administração da justiça, à sexualidade, à presença do Estado, à censura e ao preconceito de raça e de cor. Uma das descobertas mais desconcertantes da pesquisa é que, ao contrário do que muitos pensam, a cor não muda com o contexto social, ou seja, as pessoas não deixam de ser descriminadas por serem negras ou pardas (terminologia do IBGE) por ascenderem socialmente (ou seja, por enriquecerem-se).
Uma frase: “Os dois países – o arcaico e o moderno – convivem. O que os separa é a escolaridade superior. Já se demonstrou por inúmeros estudos que o nível superior é crucial para explicar a desigualdade de renda no Brasil. (...) Mas a desigualdade educacional não gera apenas desigualdade de renda. Como provado aqui pela primeira vez, ela cria também uma enorme diferença de mentalidades” (p. 209)
Um livro para quem quer conhecer melhor como pensam os brasileiros. |
Escrito por Marcelo Galuppo às 10h57
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |


|